domingo, 31 de outubro de 2010

OBAX para sempre e outras coisas também.

Essa aqui é Kênia Vellozo, grade leitora que faz alguns livros serem para sempre.

Entre tantas outras, aqui estão alguns momentos e novidades que me fizeram estar ausente.

Obrigado a todos que passaram e passam por aqui.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vôo Alto

A casa cheia de vazios se preenchia
quando minha avó acordava com jeito
domestico de arrastar os chinelos.
Ao abrir as janelas a música do dia
entrava para no silêncio fazer ninho.
O vento agitava a asa da cortina
e despertava os pensamentos.
Encantada, ela assistia a manhã.
Eu pequeno, miúdo de imaginação,
me encolhia na cama sem saber
das incertezas e possibilidades
para um vôo tão alto.
Enquanto ela, quase totalmente surda,
já conseguia escutar o convite
dos pássaros para uma festa no céu.



imagem para "Uma festa no Céu" ou "Alla festa del cielo", reconto brasileiro escrito por Luigi Dal Cin, que será publicado este ano, 2010, pela Editora Franco Cosimo Panini. Itália.



A imagem também esta na 28 Mostra Internazionale d’Illustrazione per l’Infanzia, ou "Le Immagini della Fantasia". Foto gentilmente enviada pela ilustradora Chris Mazzotta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Estrela

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Manuel Bandeira

Imagem de LINO, Editora Callis, 2010. No prelo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Voando



.............V E M.................

Sei voar fazendo imagem no lúdico.
E só escrevo porque o instante pede.
Talvez seja porque tudo aquilo que posso
alcançar no sonho também cabe você.

..........C O M I G O...............



Margarida. Editora Abacatte. No prelo. 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sonhar

Às vezes penso palavras
com imagens.
É meu jeito de oferecer
uma prece a minha infância.
Como acontece?
Não sei.
Acho mesmo que acontece sem acontecer.


É como sonho que fica grudado no olho
agitando a fantasia.


OBAX. André Neves. Brinque Book. Em breve.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O teatro do Capitão


A palavra principal foi imaginação, com citações de vários autores e até do próprio Shakespeare para equilibrar a emoção da platéia. Depois disso, fiquei pensando no imaginar e na minha condição de criador.
Ao assistir o espetaculo com entusiasmo mas sem expectativas do que iria encontrar, descobri algo novo que ainda não sei explicar. Eu estava de mente aberta, limpo, entregue ao momento. E vi, com meus próprios olhos, coisas que me esqueci de escrever e ilustrar, mas eram partes importantes do meu livro. Uma criação que estava dentro do meu imaginário e que só a sensibilidade de outros artistas pode tocar.
Bem no início, lá atrás. A história de “O Capitão e a Sereia” minou em mim com força total. Era um olho d’água aberto escorrendo para encher um mar em minha cabeça. Só não percebi, mais uma vez, que minha criação poderia extrapolar a função comunicativa do contar e romper o imaginário do leitor para ganhar força física e se materializar no fazer teatral.
Repletos de criatividade.
Sim, os atores leitores tomaram o livro para si e foram até as profundezas de um mar sem fim. Lá estavam todos os personagens escondidos, todas as cores camufladas, todos os sons abafados pelo passar desatento das paginas que nós, leitores comuns, às vezes esquecemos de escutar.
Mas não me senti naufrago. Ao ouvir minhas palavras na boca de quem sabe pronunciá-las tão bem, me reconheci. Meus olhos boiaram por diversas vezes. Arrepiei-me. Mas calafrios no calor pode ser brisa na praia. Não era miragem. Eu estava em terra firme acreditando em tudo que via.
Não tenho muita propriedade para falar sobre o fazer teatral. Mas sei sentir.
Quero dizer mais sobre essa experiência. Só preciso refantasiar minhas idéias e destrinchar esses caminhos entre os sentimentos que insisto em procurar no meu trabalho e o brilho que o livro encontra em cada olhar.
Afinal, um livro aberto pode muito mais.
Publicado também no blog O diário de Capitão.

sábado, 17 de outubro de 2009

Imagem Biblioteca


Um novo e belo catalogo para Eine Imaginare Biblioteca. Mostra organizada por Barbara Scharioth que me deixou honrado pelo convite. Tem ilustradores fantasticos. Publicado cuidadosamente pela Carlsen.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

2 em 1

Em fase final de preparação, entram em cena dois espetáculos teatrais inspirados no meu livro “O Capitão e a Seria”. O primeiro, da companhia Clowns de Shakespeare, acontecerá dia 08 de outubro, no Sesi Vila Leopoldina, em São Paulo. Mas o grupo é de Natal. RN.


Já no Rio de Janeiro, ainda sem estréia prevista, a Acesso Produções esta com quase tudo preparado para navegar com promessas de encantar o imaginário da infância dos espectadores.


Agora, apresento a vocês as duas tripulações: Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare /Elenco: Camille Carvalho, César Ferrario, Marco França e Renata Kaiser / Direção: Fernando Yamamoto. Assistência de direção e registro: Paula Queiroz / Dramaturgia: Fernando Yamamoto e grupo Dramaturgo colaborador: Rafael Martins / Consultor de dramaturgia e direção: Márcio Marciano e ainda uma grande equipe de marinheiros para dar força total a essa embarcação.


Já a segunda montagem ainda não tem data prevista de estréia. Mas o barco esta pronto para navegar com a Acesso Produções / Dramaturgia: Joana Cabral e Cristiana Britto / Direção: Cristiana Britto / Supervisão de concepção: Jackson Antunes / Elenco: Cristiana Brito, Renata Sabino, Walter Gaspar e José Vitor. / Bonecos executados pela fantástica Cia Gente Falante e ainda outros tripulantes atentos nas melhores marolas para se navegar na criação.


O que espero de possibilidades como essas? Refazer os sentidos da leitura, pois, mesmo sem assistir ou acompanhar os processos de perto, percebi que os dois grupos são singulares no modo como resolveram o embate que a força do livro causou no imaginário desses artistas. Grandes artistas.


Sim, tive sorte. Os Clowns me procuraram. Eles tão longe, eu também. Um mar imenso no meio. Mergulharam de lá e eu daqui fui descobrindo aos poucos que se tratava de um grupo sério, com estudos e pesquisas na criação cênica e corporal onde a ênfase recai sobre o caráter de exercício e experimentação. Tudo parece surpreendente e fantástico.


Sim, tive sorte. A Acesso produções já havia se aventurado nos meus livros. Decidiram continuar nas minhas histórias. Construíram um barco, pois era preciso navegar nesse novo livro. Com produção afinada e refinada o grupo também me deixa seguro, pois sei que são de vanguarda. Com seu teatro laboratório e de fina investigação literária sobre toda minha obra.


Sim, tive sorte. Os dois grupos propõem uma CENA estética inovadora.
Dramaturgia literária adaptada é como o próprio livro, não tem horizonte.


Ou melhor, não tem fim. Agora são eles que vão mostrar que a literatura para infância pode ser um mar profundo, refrescante, mágico e infinito, para plateias de todas idades.